O Estado do Acre

 
 
 
O ACRE

Situado no extremo oeste da Região Norte do Brasil, o Estado do Acre faz fronteira com os Estados do Amazonas e Rondônia, e os países Peru e Bolívia. Sua superfície territorial é de 153.149,9 km², o correspondente a 3,2% da Amazônia brasileira e 1,8% do território nacional.

Divisões Fisiográficas

Do ponto de vista do relevo, o Estado divide-se em regiões de planícies, baixos platôs e a Serra do Divisor. Sua vegetação natural é composta basicamente por floresta tropical aberta (baixos platôs e aluvial) e floresta tropical densa (baixos platôs, superfície dissecada da Serra do Divisor). A floresta densa, também conhecida como floresta chuvosa, é caracterizada sobretudo por suas grandes árvores, que emergem de um estado arbóreo uniforme, de 25 a 35 metros de altura.

Recursos naturais
O Estado do Acre possui uma grande variedade de ecossistemas. A diversidade de paisagens é imensa, anto do ponto de vista da flora quanto da fauna.É o Estado da Amazônia brasileira com maior área de floresta tropical contínua intacta, sediando o Corredor Verde do Oeste da Amazônia, considerado da mais alta prioridade para conservação da biodiversidade no Brasil (Ibama, 1996).

A área alterada do Estado do Acre, incluindo desmatamento e outras formas de antropização, é de aproximadamente 1.600.000 ha, ou 10% da sua superfície. As áreas desmatadas concentram-se, em sua maioria, ao longo dos eixos rodoviários da BR-364, BR-317 e AC-40, onde destacam-se os problemas e conflitos resultantes de projetos de colonização e do avanço da pecuária e das madeireiras.

O estado possui 31,51% de seu território destinado à áreas de preservação e reservas indígenas, quatro vezes mais que a média nacional e o dobro da média da Região Norte. O potencial econômico da flora é imensurável. Sua biodiversidade abriga essências de grande valor madeireiro, oleaginoso, resinífero, aromatizante, corante, frutífero e medicinal.

Clima
O clima do Estado é classificado genericamente como tropical chuvoso (temperatura média do mês mais frio superior a 18ºC) com pequena estação seca. A umidade relativa apresenta-se em níveis elevados durante todo o ano, com médias mensais em torno de 80-90%, sem significativas oscilações no decorrer do ano. É um clima quente e úmido, com duas estações: seca e chuvosa. A estação seca estende-se de maio a outubro. A estação chuvosa – o “inverno” – caracteriza-se por chuvas constantes, prolongando-se de novembro a abril. No “inverno” são comuns as “friagens”, fenômeno efêmero,porém comum na região. A “friagem” resulta do avanço da Frente Polar, que impulsionada pela Massa de Ar Polar, provoca brusca queda de temperatura, permanecendo por alguns dias com a média em torno de 10ºC. Os totais pluviométricos anuais variam entre 1.600mm e 2.750mm.

Vias de transporte
As principais vias de acesso rodoviário à região são as BR-364 e BR-317. A primeira liga o Estado de Rondônia e o Sudoeste e Sul do País a Rio Branco, atravessando todo o estado até Cruzeiro do Sul, na fronteira com o Peru. A segunda liga o Sul do Amazonas a Rio Branco, estendendo-se aos municípios de Xapuri, Brasiléia e Assis Brasil, na fronteira com o Peru e a Bolívia.stas duas grandes rodovias apresentam uma importância estratégica para a integração econômica, comercial e cultural do Estado com os países andinos, permitindo o acesso do Brasil aos portos do Pacífico. A malha de rodovias permitem a comunicação entre as principais cidades da região.

População e migração
O crescimento populacional no Estado obedeceu, historicamente, a movimentos migratórios determinados por efeitos de políticas públicas. A primeira grande leva de imigrantes ocorreu na década de 40, quando os nordestinos encontraram na extração da borracha uma maneira de não servir na II Guerra Mundial. A partir da década de 70, com a abertura de estradas e a expansão da atividade pecuária, o Estado recebeu imigrantes das Regiões Centro, Sul e Norte do País. Nos últimos trinta anos, a população total do Estado subiu de 215 mil habitantes para aproximadamente 547 mil habitantes – 65% na área urbana e 35% na área rural. A capital ainda concentra o maior número de habitantes: 50% do total. A população indígena acreana, atualmente estimada em 9.300 pessoas, constitui 1,4% da população do Estado. É formada por 12 diferentes povos falantes de línguas Pano, Aruak e Arawá. Nos últimos 25 anos, foram reconhecidas pelo governo federal 28 terras indígenas no Acre. Desse total, 17 terras, que representam 71,3% da extensão do território indígena existente no Estado foram homologados por decretos presidenciais.

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