SEBRAE lança programa de rádio sobre inovação

Sebrae lança programa de rádio sobre inovação

Nova produção terá casos de sucesso e pretende mostrar aos empresários que a inovação está mais próxima do que parece.

Do design de uma embalagem, passando pela concepção de um produto diferenciado, a transformações tecnológicas, inovar contribui para projetar micro e pequenas empresas para o futuro, com o desenvolvimento dos seus negócios. Com essa perspectiva, o Sebrae começa a veicular a partir desta segunda-feira (18), em emissoras de todo o Brasil, o programa Faça Diferente, uma série com 120 programas.
Com duração de três minutos o Faça Diferente destacará casos de sucesso de empresários de diversos pontos do País e será transmitido de segunda-feira a sexta-feira por um período de seis meses. O objetivo do programa, parceria do Sebrae com a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), é mostrar aos empresários de empreendimentos de micro e pequeno porte o papel da inovação como motor dos negócios.
“Queremos que o ouvinte saiba que inovação não é um bicho de sete cabeças. Pode-se inovar sem grandes recursos tecnológicos e financeiros. Uma boa idéia significa um primeiro passo para inovar”, afirma a coordenadora nacional dos Programas de Rádio do Sebrae, Clarice Veras.
Uma das novidades dessa nova série, em relação aos programas de rádio anteriores do Sebrae, é a integração de mídias, no caso do rádio com a internet. Além de divulgar o portal do Sebrae (
http://www.sebrae.com.br) e de ter um e-mail (inove@sebre.com.br) para contato com os ouvintes, o programa estará associado, por meio de um link, a um blog: www.sebrae.com.br/facadiferente. “O blog será um espaço de interação com os empresários e a página do programa, no Portal, trará informações complementares aos programas”, informa Clarice Veras.

Atualização no mercado

O programa de rádio também promoverá uma ligação com o Projeto Call Center do Sebrae. Por meio do telefone 0800-570-0800, os ouvintes poderão opinar sobre a série e buscar mais informações de assuntos veiculados no rádio e a respeito dos serviços e projetos da Instituição. O Faça Diferente ainda divulgará o atendimento presencial das unidades do Sebrae pelo País.

Criado pelas Unidades de Atendimento Individual e Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, com apoio da Unidade de Marketing e Comunicação, o programa se baseia em depoimentos reais, com casos de sucesso de empresários que, de alguma maneira, inovaram em seus negócios. Boa parte dos três minutos da produção dará espaço aos relatos empresariais.

“Nesses depoimentos buscamos pessoas que inovaram das mais diversas formas, na comercialização, no layout da empresa, na divulgação de um produto, na gestão ambiental, na redução de resíduos ou na diminuição de custos, entre outros aspectos”, exemplifica Clarice Veras. “Inovar faz com que a empresa se atualize no mercado, cada vez mais competitivo. Se o empresário não inova, fica difícil para ele manter o negócio”, avalia.

O roteirista do Faça Diferente, João Abdala, que assina o texto de outras produções radiofônicas do Sebrae, fala sobre o conteúdo da produção. “Mostraremos casos reais de empreendedores que inovaram para quem ouvir sentir proximidade e se identificar com eles”, explica.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7138 e 2107-9362
www.agenciasebrae.com.br

APROVADA RESOLUÇÃO SOBRE O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL – MEI

28 de abr/09. 

APROVADA RESOLUÇÃO SOBRE O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL – MEI Em reunião de 27/04/2009, o Comitê Gestor aprovou a Resolução CGSN nº 58, que dispõe sobre o Microempreendedor Individual – MEI, no âmbito do Simples Nacional, que produzirá efeitos a partir de 1º de julho de 2009. A figura do MEI, criado pela Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, representa uma grande oportunidade para que o empresário individual venha a se formalizar, pagando pequenos valores fixos mensais, passando a exercer sua cidadania e tendo direito a benefícios previdenciários. CONDIÇÕES PARA ENQUADRAMENTO As condições para enquadrar-se como MEI são as seguintes:  Ter auferido receita bruta no ano-calendário anterior de até R$ 36.000,00 o Para empresas novas, o limite é de R$ 3.000,00 multiplicados pelo número de meses compreendido entre a abertura e o final do exercício.  Ser optante pelo Simples Nacional  Não ser titular, sócio ou administrador de outra empresa  Não ter filiais  Exercer atividades que constem do Anexo Único da Resolução CGSN nº 58. Para facilitar o entendimento, será disponibilizada tabela de ocupações típicas para o MEI – anexa a este Comunicado.  Ter no máximo 1 empregado que receba até 1 Salário Mínimo (ou o salário-mínimo da categoria profissional). RECOLHIMENTO O MEI recolherá, mensalmente, em valores fixos, por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – DAS:  R$ 51,15 (11% do salário mínimo) destinados ao INSS do segurado empresário (contribuinte individual) o (esse valor será reajustado anualmente)  R$ 1,00 de ICMS  R$ 5,00 de ISS Com isso, termos os seguintes valores mensais totais (válidos para 2009):  R$ 52,15 – para o comércio ou indústria  R$ 56,15 – para o prestador de serviços  R$ 57,15 – para atividade mista (comércio ou indústria e prestação de serviços) No PGDAS – Programa Gerador do DAS, serão criados os seguintes facilitadores: a) Criação do submódulo PGMEI, para emissão dos documentos de arrecadação do MEI; b) Acesso livre, com ausência de qualquer código ou senha; c) Possibilidade de emissão imediata e simultânea de todos os documentos de arrecadação (DAS) para todos os meses do ano-calendário. OPÇÃO PELO SIMEI A opção pela sistemática de recolhimento por valores fixos – SIMEI será efetuada: a) Para empresas criadas a partir de 01/07/2009: juntamente com a inscrição no CNPJ, utilizando-se o processo simplificado que será regulamentado pelo Comitê Gestor da Redesim (CGSIM). b) Para empresas existentes até 30/06/2009: somente a partir do ano-calendário 2010, abrindo-se a oportunidade em janeiro de cada ano. DESENQUADRAMENTO POR EXCESSO DE RECEITA BRUTA Quando o MEI exceder a receita bruta anual, será desenquadrado: a) A partir do ano-calendário subsequente ao do excesso, quando a receita bruta total for de até R$ 43.200,00. Nesse caso, recolherá os tributos relativos ao excesso juntamente com a competência janeiro do ano-calendário seguinte. Passará a recolher os tributos pelo regime do Simples Nacional também a partir do ano-calendário seguinte; b) Retroativamente ao ano-calendário do excesso, quando a receita bruta total for maior do que R$ 43.200,00. Nesse caso, terá que recolher todos os tributos relativos ao Simples Nacional desde o ano anterior, com acréscimos legais. CONTRATAÇÃO DE EMPREGADO O MEI poderá contratar um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Nesse caso, ele deverá: a) recolher, em Guia da Previdência Social – GPS, a cota patronal previdenciária de 3% juntamente com a cota do empregado de 8%, totalizando 11% sobre a remuneração; b) preencher e entregar a GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS – depositando a respectiva cota do empregado. PROIBIÇÃO DE CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA O MEI não poderá realizar cessão ou locação de mão-de-obra. Isso significa que o benefício fiscal criado pela LC 128/2008 é destinado ao MEI, e não à empresa que o contrata. Significa, também, que a criação do MEI não tem a finalidade de fragilizar as relações de trabalho, não devendo o instituto ser utilizado por empresas para a transformação em MEI de pessoas físicas que lhes prestam serviços. Isso não impede que o MEI preste serviços a pessoa jurídica, desde que: a) Os serviços NÃO constituam necessidade contínua da contratante, ligados ou não à sua atividade-fim; b) A prestação de serviços NÃO ocorra nas dependências da empresa contratante e nem na de terceiros indicada pela contratante. Exemplos: Uma fábrica de bolas de futebol não poderá contratar MEI para participar do processo de fabricação, mesmo que nas dependências do MEI. Caso a mesma fábrica necessite de um cozinheiro para seu refeitório, também não poderá contratar MEI, haja vista que a necessidade é permanente. A mesma fábrica de bolas poderá contratar MEI, por exemplo, para lavar os tapetes da recepção da fábrica, desde que tal atividade seja eventual, não periódica e efetuada nas dependências do MEI. O MEI que exercer as atividades de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e manutenção ou reparo de veículos pode efetuar cessão de mão-de-obra. Nesse caso, a empresa contratante deverá considerá-lo como autônomo – contribuinte individual, devendo recolher a cota patronal previdenciária de 20% juntamente com a cota previdenciária do segurado (11%), além de inserir as informações na GFIP. Essas obrigações subsistem mesmo que a contratação ocorra por empreitada.

SECRETARIA-EXECUTIVA DO COMITÊ GESTOR DO SIMPLES NACIONAL

Estímulos governamentais querem dar fôlego às micros e pequenas empresas MPEs.

Estímulos governamentais querem dar fôlego às MPEs
 

Objetivo é expandir acesso ao crédito para que essas empresas invistam      

 

Daniela Kishimoto, do bufê Zest Cozinha Criativa, usou crédito bancário para comprar um carro com IPI reduzido para a empresa
CHIAKI KAREN TADA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com a crise econômica internacional atingindo o crédito e as vendas das MPEs (micro e pequenas empresas), o poder público tem criado, desde o ano passado, incentivos para tentar animar esse segmento.
Os estímulos formam um pacote de medidas que, direta e indiretamente, estimulam o crédito e podem ajudar o empresário a sair do sufoco e, principalmente, a se expandir.Uma sondagem recente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra que 49% das MPEs pretendem aumentar investimentos em 2009.

Daniela Kishimoto, do bufê Zest Cozinha Criativa, decidiu comprar um carro novo para a empresa quando o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi reduzido e os preços de alguns veículos ficaram menores. Para isso, usou uma linha de crédito para MPEs do Banco do Brasil. “Já planejávamos a compra, mas resolvemos aproveitar essa época”, conta.

Microempreendedores
A regulamentação, em Estados e municípios, da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas também poderá estimular negócios desses portes.
Uma das vantagens é a ampliação do acesso às compras públicas: a lei prevê que as administrações locais deem tratamento diferenciado às MPEs em alguns casos. Em São Paulo, porém, apenas 10% dos municípios têm a lei regulamentada.
Júlio Cesar Durante, do Sebrae-SP, também destaca a criação, por uma lei complementar, do microempreendor individual, que entra em vigor em julho e pode ajudar o acesso de empresários ao crédito.Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo não informou que tipo de incentivos há para as MPEs. Para Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo, as medidas de estímulo são positivas, mas têm caráter complementar. Ainda é preciso pensar em incentivos mais abrangentes para todos os setores. “O mais importante é normalizar o crédito para micro e pequenas empresas.”
Obtenção de crédito requer boa organização e planejamento

Os empresários que querem solicitar linhas de crédito a instituições financeiras ou acessar os incentivos criados pelo governo, sejam eles antigos ou recentes, precisam estar com a documentação em ordem. Devem ter também planos a curto, médio e longo prazos, afirmam especialistas ouvidos pela Folha.”Só terão acesso a crédito as empresas que estiverem organizadas. As que têm alto índice de informalidade, sem notas, terão mais dificuldades”, alerta o consultor Laecio Barreiros, da L&Barreiros Controladoria.

Gustavo Albanesi, sócio da rede Buddha Spa, reclama da burocracia que enfrentou para conseguir uma linha de crédito em um grande banco. “É muito demorado. Pedem muita coisa -um nível de informação que o pequeno empresário, que não conhece o mercado, tem dificuldade [em fornecer].”
Análise clara
Além de ter a papelada em dia, é preciso identificar a linha de crédito mais adequada para a necessidade daquele momento -para o capital de giro ou para uma expansão, por exemplo- e analisar se o recurso é mesmo imprescindível.
“Sem conhecer o real destino desse dinheiro, corre-se perigo, pois, em vez de resolver, pode-se aumentar o problema”, ressalta Barreiros.
Segundo Júlio Cesar Durante, do Sebrae-SP, às vezes as dificuldades que a empresa enfrenta são mais gerenciais e mais graves do que a falta de recurso propriamente dita.
Bancos lançam e modificam produtos
Bancos e instituições financeiras ligadas ao poder público são os principais canais para acessar fundos e linhas de crédito anunciados pelo governo.
O FDA (Fundo de Aval) e o programa ME Competitiva, que serão geridos pela Nossa Caixa Desenvolvimento, agência de fomento do Estado de São Paulo, estão em fase de regulamentação interna e deverão estar disponíveis para empresários a partir da segunda quinzena de maio, estima Milton Luiz de Melo Santos, presidente da agência. As instituições financeiras que trabalharão com esses programas ainda serão cadastradas e divulgadas, começando pela Nossa Caixa. Em âmbito nacional, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também criou ou modificou produtos. Ampliou, por exemplo, o limite do cartão BNDES, destinado às MPEs e às empresas de médio porte, de R$ 250 mil para R$ 500 mil, reduziu os juros para 1% ao mês e ampliou o prazo de amortização para 48 meses.

Diretamente focados nesse setor estão decretos como os anunciados pelo governo de São Paulo no início deste mês. Entre eles estão os que criam o FDA (Fundo de Aval), em que o Estado assume o risco na tomada de crédito, e o ME Competitiva, programa que subsidia juros de empréstimos.“A crise envolve falta de confiança, e o FDA é uma resposta a isso”, avalia Júlio Cesar Durante, consultor do Sebrae-SP. Essa e outras medidas são gastos públicos positivos, que visam ao empreendedorismo e à expansão das empresas, diz.
Mais indiretamente, a renegociação de dívidas em até 180 meses na Receita Federal e a redução da tributação sobre certos produtos também ajudam as MPEs (veja outras medidas de incentivo na página 3).

Rodrigo Pimenta, diretor da Madis Rodbel, que fornece equipamentos para controle de ponto e acesso (como relógios e catracas), cadastrou-se no BNDES para que clientes com o cartão pudessem comprar produtos dele, no final de 2008.
“Foi em uma boa hora. [Trabalhar com o cartão] tem ajudado a viabilização de mais negócios.” Pimenta também sentiu positivamente a ampliação das condições do cartão.

A Caixa Econômica Federal reduziu taxas de cheque especial e de desconto de duplicatas. O Banco do Brasil criou uma modalidade de capital de giro para exportação e linhas para firmas credenciadas no SUS (Sistema Único de Saúde) e revendas de veículos.
 
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
 
Fonte: Folha de SP
 

 

 

 

 

 

 

 

Ciro Gomes alerta no Acre para campanha de linchamento do Congresso Nacional

Ciro Gomes fala aos dirigentes do PSB e jornalistas do Acre

Divulgação

Rio Branco/AC – 24-Abr-2009

Ciro Gomes também afirma que derrota de Tião Viana na disputa pelo Senado foi um prejuízo para o país

 

Um bandido está sendo linchado por um crime qualquer. No meio da turba enfurecida, homens, mulheres e crianças – todos querem participar da sova ao desgraçado. Entre os linchadores, está uma senhora mãe de família, com seus cabelos brancos, e pouco afeita à violência. Ela não quer matar nem esquartejar o bandido; quer apenas, ante a indignação geral em relação à violência proporcionada pela bandidagem, aplicar uns petelecos naquele traste. Este é, aliás, o comportamento da grande maioria dos envolvidos no linchamento.
O problema é que, apesar disso, instantes depois, o que deveria ser só uns petelecos, acaba por virar um ato de selvageria. O bandido está morto, linchado. E todos aqueles que participaram do ato, inclusive os que não queriam matá-lo, como é o caso daquela dona de casa, são culpados e tão criminosos quanto o bandido morto.

A imagem descrita nos dois parágrafos acima não faz parte de uma crônica policial nem tão pouco ocorreu de fato por esses dias. Faz parte de uma imagem a qual recorreu o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), durante sua última passagem pelo Acre, nesta última sexta-feira (24/04), para falar sobre o comportamento da imprensa brasileira e a onda de denuncismo envolvendo o Congresso Nacional e seus integrantes.

De acordo com imagem sugerida por Ciro, candidato a presidente da República em 2002 e que se declarou novamente candidato em 2010, o bandido linchado no caso é o Congresso Nacional e seus parlamentares. Os linchadores, os jornalistas – a imprensa brasileira, cuja campanha só favorece àqueles que defendem o fechamento do Congresso, a morte da democracia. N meio da denúncia contra congressistas e o parlamento brasileiro, todos querem uma lasquinha sem levar em consideração que todos os parlamentos do mundo, acrescentou Ciro Gomes, dispõe de cotas de passagens para os parlamentares e seus familiares. “Penso numa deputada do Acre, que tem um filho pequeno. Se ela não puder utilizar uma passagem para levar o filho para perto dela, como vai ser? Isso (a proibição do uso de passagem por familiares dos parlamentares) não existe em parlamento de nenhum país do mundo. Uma coisa é o uso da passagem desta forma e outra coisa é o cara malversar uma passagem, vendê-la…”, disse. A deputada a qual Ciro Gomes se referiu seria Perpétua Almeida, do PC do B do Acre. “Acho que todo debate é salutar, mas sem essa de faca no pescoço ou linchamento”, disse o deputado. 

Ciro Gomes fez a comparação das críticas ao Congresso com o linchamento de um bandido durante uma entrevista coletiva na sede do PSB em Rio Branco, na sexta-feira, um dia após ter repelido, inclusive com o uso de palavrões impublicáveis, informações dando conta de que ele estava envolvido no que a imprensa chamou de “farra das passagens”. Na quarta-feira, senadores como José Agripino (DEM-RN) e Epitácio Cafeteira (PTB-MA), haviam criticado a imprensa pelo que chamaram de onda de denuncismo. “A imprensa está numa onda de denuncismo que pode levar a fechar esta Casa do Congresso”, disse Cafeteira, traduzindo o que pensam muitos dos senadores e deputados como o próprio Ciro Gomes manifestou no Acre, segundo a imagem do linchamento a qual recorreu.

O deputado, no entanto, falou sobre outros assuntos. Disse, por exemplo, que a derrota do senador acreano Tião Viana (PT) na disputa pela presidência do Senado, em fevereiro deste ano, não foi uma derrota ou prejuízo específico do parlamentar. “Foi um prejuízo para o Brasil”, disse, ao falar da disputa na qual Tião Viana enfrentou, na expressão de setores da imprensa, os chamados coronéis da política nacional. “Ele foi uma vítima dos acordos da base de sustentação do presidente Lula com setores atrasados da política nacional. Uma vítima por ter tido a ousadia de disputar [a presidência do Senado] contra o poder”, definiu.

ASSUNTOS DA ENTREVISTA

Sobre a aliança do PSB com o PT e o PSDB em Belo Horizonte nas eleições municipais de 2008

“O que aconteceu lá foi um pouco conseqüência de uma demonstração de algo que veio lá de trás. Mas me deixe ir mais além: o PSDB era – era não, é! – um partido que tem uma boa média de decência, uma boa média de espírito púbico, uma boa média de imaginação em nível de Brasil. Digo isso porque ajudei a fundar o PSDB. Fui seu primeiro governador na historia. O primeiro e único eleito – nas eleições de 1990. O PSDB era uma idéia tão forte, mas tão forte que, pequeno como era logo chegou ao poder e acabou com 30, 40 anos de inflação no Brasil, com o Real. E nós ajudamos a fazer o Real, como ministro do presidente Itamar Franco. E fomos ao Poder. Quando chegamos ao Poder, o PT, que é um partido de média moral extremamente respeitável – cada um tem suas contradições, mas a média de compromisso com o pais é muito boa – mas o que faz o PT por causa da disputa com São Paulo? Nega diálogo com o PSDB. Aí o PSDB se atraca com o Brasil antigo, viciado, corrompido, fisiológico… a pretexto da governabilidade, de formar maioria no Congresso, essas coisas…Passa o tempo, o PT vai ao poder e o PSDB, por causa da disputa, nega diálogo ao PT e o PT é obrigado a se aliar ao mesmo Brasil antigo, sob os mesmos pretextos. Ou seja, muda para A, muda para o B mas o que não muda para o Brasil é esse grupo de políticos que acaba deformando o respeito que a população brasileira precisa ter em relação as suas instituições. Nós todos estávamos interessados em mostrar que isso faz mal para o Brasil. Foi o que fizemos em Minas. Conversamos, o PT – através do Fernando Pimentel, o Aécio [Neves, governador de Minas Gerais] pelo PSDB e o nós do PSB já tínhamos esse entendimento de que é preciso sairmos da disputa paroquial que envolve São Paulo para algo mais amplo como o Brasil. O que aconteceu lá foi uma aliança legítima e importante do ponto de vista estratégico.

O Acre e seu futuro

O Acre avançou muito nos últimos anos. Avançou muito politicamente, avançou também nos indicadores sociais. Eu tenho conversado muito com o ex-governador Jorge Viana, com seu irmão senador Tião Viana e tenho tido oportunidade de dizer isso a eles. O Estado avançou muito também economicamente e na infra-estrutura. Eu acho que vocês, acreanos, estão na iminência finalmente de um avanço histórico, em minha opinião. O Mato Grosso tem a agricultura mais pujante do planeta. Mas, para exportar, corre dois mil quilômetros até o Porto de Paranaguá, no Paraná. O território brasileiro, pelo imaginário do litoral, vira a Amazônia como o fundo do terreno. Finalmente – e isso não aconteceu por acaso – a Amazônia vai dispor de um porto, no Oceano Pacífico, a 700 quilômetros de distância, um caminho aberto pelo Acre. Isso é menos da metade do eixo logístico que serve ao Mato Grosso. Isso significa que vocês, do Acre, estão a três semanas de frete a menos do maior mercado emergente do planeta, que é China e toda a Ásia. Três semanas a menos de frete dos portos de Santos e Paranaguá significam que, para o Acre, em termos de desenvolvimento, o céu é o limite. É claro que para isso são necessários o planejamento estratégico, zoneamento ecológico, toda essa ferramentaria de um projeto de desenvolvimento tem que está aliado a um projeto de capacitação de recursos humanos para evitar que o Acre não seja só um corredor e que produtos como o tomate, como eu vi na última vez que vim aqui, não sejam, por exemplo, de São Paulo. Mas o fato é que o Acre, como o Ceará, pelas versões tradicionais de desenvolvimento, não tinham nenhum papel. Eram papéis irrelevantes. E agora vocês acreanos podem ter um papel estratégico e totalmente relevante para o país.

Aliança do PSB com o PT no Acre

O militante médio do PSB é uma pessoa decente, que resolve entrar para a política por idealismo. Nós não temos nada fisiologicamente falando. Normalmente, são profissionais liberais e pessoas angustiadas com as contradições da sociedade que vem ao PSB em busca de respostas. Se fossem fisiológicos, procuravam outros partidos aí dos muitos que o Brasil tem. Nós temos uma direção nacional muito tranqüila. Somos enérgicos quando é necessário, mas a gente não estupra a instância local. Aqui, nos entendemos que está tudo certo em termos de aliança com o PT. 

Aécio Neves no PSB para disputar a Presidência?

Se o governador Aécio Neves quiser se filiar ao PSB, ele será bem vindo, por sua história, por seus méritos pessoais. Mas o PSB tem um candidato à presidência da República, que sou eu. Eu quero ser candidato a presidente da República se o partido assim o quiser.

Vice de Dilma Roussef?

Eu quero ser candidato a presidente, como já disse. Se não der, a gente conversa de novo. Mas estou feliz no PSB.

Tião Viana na disputa pela presidência do Senado

Na verdade, na disputa, o Tião Viana foi uma vitima. É que, atrás da pretensão legitima dele, havia um acordo do PT com o PMDB. Então, nesse movimento decorrente do PT com um certo PMDB, a primeira vítima, a mais superficialmente, visível foi o Tião Viana. Mas, em relação a isso, não tenha dúvida de que a vítima maior foi o país.  

Colaboração Assessoria de gabinete do senador Tião Viana -(Tião Maia)

Por que as empresas fecham?

Por que as empresas fecham?

24-abr/09.

As pequenas e médias empresas têm inúmeras  dificuldades para se estabelecer nos seus primeiros anos de vida. Sofrem por não conhecer direito o setor, por não saber lidar com clientes ou por não dominar aspectos financeiros básicos para gerir seu caixa. Um grupo de pesquisadores do Ibmec São Paulo e do Sebrae São Paulo estudou quase 2 mil empresas abertas e registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) entre os anos de 1999 e 2003, em busca de evidências dos principais motivos que justificam a alta mortalidade das empresas nascentes – e as características comuns das empresas que sobrevivem a este período mais crítico. A seguir, as principais conclusões do estudo.

Um dos fatores que levam à sobrevivência da empresa é o seu tamanho. Quanto maior o tamanho da empresa, menor a probabilidade de fechamento. As empresas maiores estruturam melhor práticas gerenciais. Elas também gozam de maior facilidade para obtenção de linhas de crédito e têm mais flexibilidade para suportar incertezas do ambiente externo.

Empresas que se relacionam com governos têm menor probabilidade de fechar. Uma possível explicação para esse resultado é que, para satisfazer uma série de requisitos legais associados a licitações públicas, a empresa precisa ter uma maior capacidade de organização – o que se reflete na sua habilidade de sobreviver. Além disso, ao ganhar uma licitação, a empresa passa a contar com um fluxo certo de vendas durante o período de contrato. Reduz-se assim a incerteza e a volatilidade das vendas.

O estudo não demonstrou diferenças significativas no fato de o empreendedor ser movido pela necessidade ou pela oportunidade. O setor a que pertence o negócio (indústria, comércio, serviços) e a idade do empreendedor também não apresentaram efeitos significativos na probabilidade de fechamento.

A existência de grandes empresas concorrentes no mercado do empreendedor aparentemente reduz, em vez de aumentar, o risco de fechamento. É possível que as pequenas empresas que tenham grandes concorrentes sejam obrigadas a adotar práticas de gestão mais eficazes ou que elas aproveitem brechas no mercado que não são atendidas ou são ignoradas por companhias maiores. Essa explicação ficou demonstrada com a constatação de um relacionamento positivo entre concorrentes. Eles trocam informações entre si e recebem indicações feitas pelas grandes empresas.

A probabilidade de um empreendedor que possui pelo menos o segundo grau encerrar as atividades é significativamente menor do que aquele que possui até o primeiro grau de escolaridade. No entanto, parece não haver grande diferença na chance de fechamento do negócio de um empreendedor que possui o nível superior ou apenas o segundo grau. Apesar de parecer uma contradição ao senso comum, isso é justificado pelo fato de que o estudo contemplou o escopo de sobrevivência de pequenas empresas e não, necessariamente, o seu sucesso. É possível imaginar que, para ser bem-sucedida, a empresa precise crescer, e, para isso, uma formação superior seja necessária.

A probabilidade de fechamento de uma empresa cujo proprietário gastou até cinco meses planejando o negócio é maior do que daquele que gastou um ano ou mais nesse planejamento. Esse resultado indica que, mesmo que o empreendedor não tenha experiência no ramo, ele pode compensá-la capacitando-se antes de abrir o negócio, buscando informações e novos conhecimentos que podem ser úteis na antecipação de problemas e na inclusão no mercado. Outra constatação interessante, por contradizer o senso comum, é que mais anos de planejamento não aumentam as chances de sobrevivência do negócio. Podemos justificar isso com a revelação de que planejamento é necessário, mas planejamento demais pode ‘engessar’ o negócio e deixá-lo refratário às mudanças ambientais necessárias que se apresentem.

O fato de alguém na família possuir uma atividade relacionada com o negócio do empreendedor ajuda a diminuir a chance de fechamento da empresa. Isso demonstra a importância de relações sociais no âmbito da família como constituintes do capital social do empreendedor. Por meio dessas relações, o empreendedor pode acessar informações ou se beneficiar da experiência prévia de familiares.

Por outro lado, o estudo verificou que o uso de contatos pessoais não faz diferença na probabilidade de sobrevivência das empresas pesquisadas. Aparentemente, o capital social do empreendedor é mais útil no momento em que ele constrói sua ideia de negócio e se mostra importante na hora de implementá-lo. Uma vez estabelecido, porém, o negócio recebe influência cada vez menor desta rede social do empreendedor.

Do conjunto de práticas gerenciais adotadas pelos empreendedores, o aproveitamento de oportunidades, a antecipação de acontecimentos, a preparação para enfrentar os problemas antes que eles aconteçam, a busca intensa por informações que auxiliem na tomada de decisões e o cumprimento persistente dos objetivos demonstraram ser significativamente relevantes nas chances de sobrevivência, sobretudo a capacidade de se adequar ao mercado rapidamente.

Com isso, concluímos que não existe um fator que, sozinho, explique por que as empresas fecham com poucos anos de vida. Também é importante notar que esse estudo se refere a aspectos relacionados com sobrevivência e mortalidade de empresas nascentes e não ao crescimento e sucesso dos negócios. O fato de uma empresa apresentar as características que demonstraram ser importantes para sua sobrevivência não garante que ela seja bem-sucedida no futuro, muito embora, nos dias atuais, sobreviver já seja sinônimo de sucesso para algumas empresas.

Artigo baseado no estudo “O Impacto de Capital Humano, Capital Social e Práticas Gerenciais na Sobrevivência de Empresas Nascentes: um Estudo com Dados de Pequenas Empresas no Estado de São Paulo” – Autores: Fábio Matuoka Matsumoto, Sérgio Giovanetti Lazzarini, Marcos Hashimoto, Rinaldo Artes (1), Marco Aurélio Bedê (2) – Publicação: Anais do 32º Enanpad (Encontro da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Administração), Rio de Janeiro, set/08

(1) Ibmec São Paulo; (2) Sebrae-SP

 

*Marcos Hashimoto é coordenador do Centro de Empreendedorismo do Ibmec São Paulo
E-mail: prof.hashimoto@uol.com.br | marcosh@isp.edu.br

@ Confira o estudo completo no site www.globo.com/pegn

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Fotos de alguns pontos turistico do Estado

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mancio-limaMancio Lima/AC, centro da cidade. 

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Rodrigues Alves/AC – Igreja Católica

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Xapuri/AC – Igreja

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Tarauacá/AC – Igreja

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Epitaciolândia/AC – Igreja

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Porto Walter/AC – Igreja

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Mal.Thaumaturgo/AC

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Senador Guiomard/AC

Mailing – O Poder dos Contatos Certos

14 abr/2009 – 15:20

Mailing:  O Poder dos Contatos Certos

Ter o maior número de informações sobre os clientes é fundamental para a assertividade Autor: Cláudio Sá A importância do mailing, aquela lista de nomes e contatos de clientes ou prospects, é incalculável. Usado por call centers, sua qualidade é fator decisivo no sucesso das campanhas. De fato, a preocupação com o mailing nunca foi tão relevante e atual. O respeito ao cliente, ou qualquer que seja a relação que a organização tenha com a pessoa do outro lado da linha, é de primeiríssima ordem em tempos de consumidores 2.0, cada vez mais cientes dos seus direitos, de olho na postura corporativa e, claro, na concorrência. A verdade é que o salto em termos de qualidade, que é responsável por transformar centrais de atendimento em centrais de relacionamento, passa pelos cuidados com o mailing, pelo abastecimento de informações, pela melhoria dos contatos que se dá com aprimoramento constante das práticas da central que, por sua vez, tem no mailing uma das fontes mais ricas. A fidelização do cliente e a capitalização dos ativos de imagem da organização estão diretamente relacionadas com o nível do atendimento, que tem como principal alavanca a informação que se tem da pessoa a ser contatada. Estamos falando de personalização dos contatos. O consumidor do século 21 é mais exigente, quer exclusividade, quer ser tratado como único o que requer retro-alimentação constante dos mailings e segmentação por perfil, hábitos de compra etc. Quanto mais informações sobre o cliente ou o prospect, mais segmentada será a campanha e mais direcionada será a abordagem, ampliando os níveis de sucesso, qualquer que seja a operação. Este é o caminho, sem dúvida, para operações one-to-one. Ora, dependendo do produto a ser vendido ou do cliente que deverá ser contatado, a personalização é essencial. Vale lembrar que a segmentação do mailing por perfil é extremamente útil também para a seleção dos agentes, que podem ser alocados às campanhas de acordo com sua experiência. É aqui que entra a tecnologia do call center, possibilitando o enriquecimento do mailing, inclusive com a incorporação de bases externas. Além disso, é necessário higienizar o mailing, bloqueando telefones em formatos inválidos, atualizando prefixos e excluindo números inexistentes. Estas medidas aumentam a assertividade e reduzem a duração das campanhas. Gestão estratégica, capacitação dos profissionais de atendimento e tecnologia avançada são fundamentais para personalizar os contatos, sempre de olho no cliente 2.0, para tornar a sua operação one-to-one.

Cláudio Sá é presidente da Teclan. TAGS: Cláudio Sá

Município de Rodrigues Alves no Acre, recebe Ações Itinerante do SEBRAE, SENAC e outros parceiros.

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Rio Branco, 07 abr/09

A Prefeitura Municipal de Rodrigues Alves/AC, em parceria com o SEBRAE, SENAC, Governo do Estado do Acre, Banco do Brasil, CAIXA, e outras instuições públicas e financeira, levarão ações de capacitação e gestão, como também cursos profissionalizantes de cabeleireiro, doces e salgados e manicura. Em visita realizada ao município no último dia 03 de abril, a equipe do SEBRAE e do SENAC composta por Domingos Amaral Júnior, Jorge Saady (SEBRAE), e Izaú Melo (SENAC), foram recebidos pelo prefeito Francisco Ernilson de Freitas o Burica, na ocasião o gestor municipal demonstrou estar muito otimista com as ações a serem implementadas e realizadas, e disse que a prefeitura fará sua parte para o sucesso do evento.

Domingos Amaral Júnior do SEBRAE/AC, adiantou que o Sebrae do Acre, levará toda sua estrutura de Ações Itinerante, desde de as informações de legalização de empresas, legislação tributária, previdenciária e trabalhista, plano de negócios, Palestras gerenciais, além de curos de relações humana e motivação empresarial, elaboração de projetos, perfis de oportunidades de negócios, produtos e serviços do Sebrae.

Segundo Izaú Melo  (SENAC) a instituição pretende montar um salão de beleza e uma cozinha industrial para realizar os cursos de cabeleireiro e doces e salgados respectivamente.

O evento estar previsto para acontecer nos dias 29 e 30 de abril de 2009, no club municipal da cidade.

Jorge Saady Filho – Assistente SEBRAE/AC – É Graduado em Ciências Contábeis e Pós Graduado MBA em Gerenciamento de Projetos.         

Empresas livres de apresentar CND para participar de licitações

São Paulo, 7 Abr/09.

Os contribuintes brasileiros que têm dívida com o Fisco e que pretendem participar de licitações, por exemplo, encontraram um novo alento em duas decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros reconheceram a possibilidade do contribuinte participar de processos licitatórios sem a apresentação da Certidão Negativa de Débitos (CND), desde que a dívida fiscal esteja em discussão administrativa ou judicial. As decisões do STF se deram em função de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins). Uma ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outra pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Na ação ajuizada pela CNI discutia-se a aplicação de penalidades e restrições às empresas que tivessem situação fiscal irregular. A decisão do STF alterou o entendimento sobre a regularidade fiscal para a participação em licitações. “Já não é mais necessário estar quite com o Fisco para participação de licitação, desde que o licitante esteja questionando o tributo na esfera administrativa ou judicial”, explica a advogada Letícia Queiroz de Andrade, do escritório Siqueira Castro Advogados.

Ela conta que o plenário do Supremo entendeu que não é mais preciso apresentar a CND para participar de uma licitação por considerar que os órgãos públicos não podem se valer de meios indiretos para cobrar os tributos que julgam ser devidos. “A Adin não é pró-inadimplência, porque não libera a empresa de cumprir com as obrigações fiscais, ela só abre a possibilidade do contribuinte questionar o tributo sem sofrer penas como a exclusão em processos licitatórios”, afirma.

De acordo com a advogada, esta decisão deve servir de alerta ao empresariado para que busque se informar e que, em vez que pagar os débitos apenas para obter a CND, questione administrativamente e, se necessário, judicialmente qualquer cobrança fiscal que julgar equivocada. “Não há mais obstáculos para se fazer negócios”, comenta Letícia. “A Adin surge em um cenário em que quanto menos impedimento tiver para se gerar negócios, melhor para fazer com que o mercado se aqueça.”

Exigência desnecessária

A outra decisão, em uma Adin ajuizada pelo Conselho Federal da OAB, também beneficia os contribuintes. Nela, o STF declara inconstitucional alguns incisos de dois artigos da Lei 7.711/88, que tratam da exigência da demonstração de quitação dos débitos tributários em transferência de domicílio para o exterior; registro ou arquivamento de contrato social; alteração contratual e distrato social perante ao registro público competente; registro de contrato ou outros documentos em Cartórios de Registro de Títulos e Documentos, e registro em Cartório de Registro de Imóveis e operação de empréstimo e de financiamento junto à instituição financeira.

“Mas com a medida, a falta de CND não pode mais impedir o arquivamento de contrato social e alterações perante à Junta Comercial, o que é uma ótima notícia para quem enfrenta problemas em razão desta exigência”, afirma a advogada Luciana Terrinha, do Barbosa, Müsnich & Aragão Advogados.

Ela explica que o STF entendeu que a exigência da comprovação de quitação de débitos fiscais para a prática destes atos configura “uma sanção política, cabendo ao Fisco, exclusivamente, promover a cobrança do crédito e que qualquer ato que implique forçar o cidadão a recolhimento de imposto é considerado inconstitucional”. A advogada ressalta que embora ainda estejam em vigor outras normas que exigem a comprovação de quitação de débitos – como a Lei 8.036/90 (do FGTS) e a lei da Previdência Social (Lei 8.212/91) – “este precedente do STF explicita o posicionamento da Corte e, em função disso, espera-se que as Juntas Comerciais e Cartórios de Registro de Títulos e Documentos e de Registro de Imóveis passem a dispensar estas certidões voluntariamente, sem prejuízo do socorro ao Judiciário em cada caso específico”, finaliza.

(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 8)(Andrezza Queiroga)

 
Fonte: Gazeta Mercantil

Parceria dos SEBRAE’s do Acre e Amazonas, podem beneficiar município de Guajará/AM.

 

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Prefeito Emanuel Hélio de Paula (c), Presidente da Camara vereador Adailton da Costa, Secretários Municipais e Assessores, Domingos Amaral Jr e Jorge Saady (SEBRAE).

De: Jorge Saady – 06/abr-09.

Um convênio de cooperação técnica entre os Sebrae’s do Acre e do Amazonas, podem render muitos pontos positivos e fortalecer a economia formal e informal do municipio de Guajará/AM, que fica a 17 Km de Cruzeiro do Sul. Depois de uma conversa entre os superintendentes dos SEBRAE’s Acre e amazonas Prof°. Orlando Sabino Filho e o Sr. Nelson Luiz Gomes Vieira da Rocha respectivamente, na semana passada em Manaus. Por esse motivo uma  equipe do SEBRAE  no Acre, acompanhado do Sr. Domingos Leão do Amaral Júnior, Gerente da Regional do SEBRAE de Cruzeiro do Sul, estiveram reunidos com o Prefeito de Guajará/AM Sr. Emanuel Hélio Alves de Paula, secretário de Administração Profº. Ilson Enes Lourenço, presidente da Câmara vereador Adailton da Costa Melo e outros asssessores, no intuito de discutirem propostas e implementação de ações para o municipio amazonense em 2009.

Segundo Domingos Júnior (SEBRAE/AC), disse que essa parceria trará um grande fortalecimento para os MPE’S da região, além, também de fortalecer as políticas públicas o intercambio e o desenvolvimento sustentável dos dois Estados e regiões, ações como de capacitação nas áeas de Gestão, Crédito, Agronegócios, Entrenimento e outras, vão fortalecer muito o desenvolvimento do municipio de Guajará, que tem como economia principal a farinha, o pescado, horticultura e a economia informal.

O SEBRAE está vindo no momento que o município caminha para desenvolvimento e mais necessita de parceria, enfatizou o Prefeito Emanuel Hélio Alves de Paula. Recentemente recebemos também uma equipe do IBAMA, que também irá implemntar algumas ações e estamos reinidicando um Bando do Povo para financiar pequenos projetos e linhas de crédito para benefiar os produtores rurais e os ribeirinhos da nossa cidade, disse o prefeito.    

Vejam outras fotos da visita em Guajará/AM.

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